quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Participação e Consciência

Que a tecnologia revolucionou o mundo, isso todo mundo sabe! Também pudera, não há um ser nessa terra sem celular ou, pelo menos, que já tenha ouvido falar. O computador passou a não ser mais um artigo de luxo, como era antigamente, virou uma necessidade. Com todas essas criações tecnológicas, a forma de expresar opiniões ou, simplesmente, de informar também sofreu modificações. Muitas, por sinal.
Hoje, é possível saber o que acontece em cada canto do planeta. As notícias são atualizadas segundo a segundo na web. Sem falar no conhecimento: é possível estudar a cultura de um outro país com apenas um clique no mouse. Mas até onde isso é uma vantagem? E no jornalismo, é possível sustentar um jornalimo participativo?
Tudo é muito bonito na teoria, mas e na prática? É interessante a idéia de publicar sua própria opinião sobre um assunto, ou contar uma notícia sob a sua ótica de mundo, porém a credibilidade é prejudicada. Devido ao dinamismo da Internet, as notícias, muitas vezes, são jogadas sem a verificação dos fatos. E ainda há a questão: a Internet é um meio de cmunicação livre, qualquer pessoa escreve o que quiser, mesmo sendo mentira. Até onde podemos acreditar no que se publica na web?
Claro que não devemos ser pessimistas, mas sim, cautelosos. Não só com o que procuramos e lemos, mas também com o que publicamos e divulgamos. A idéia de um jornalismo onde todos possam participar e interagir com um fato polêmico, por exemplo, é um belo ideal. Porém, é preciso ter responsabilidade. Qualquer informação, seja ela em texto, em imagem, em aúdio ou vídeo, precisa ser muito bem filtrada para que outros não utilizem delas para outros fins, que não sejam corretos.
Para o jornalista, a participação dos leitores (usuários) é importante. É uma forma de análise do trabalho. E há também a questão da liberdade de expressão. Um jornalista em seu próprio blog escreve sobre o assunto que quiser e expõe a sua própria opinião, sem que haja o filtro do editor ou do proprietário de uma empresa de comunicação.
Talvez, seja preciso amadurecer a idéia de jornalismo participativo. É preciso que os usuários aprendam o que é opinar com fundamento. Talvez, esse amadurecimento dependa da criação de uma consciência crítica, não só dos usuários ou dos próprios jornalistas, mas de toda a sociedade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

E que venha a Copa do Mundo!

O presidente Lula prometeu melhorias e desenvolvimento de hoje até 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol."É mais do que um compromisso de um governante, é um compromisos do Estado, para mostrar ao mundo que o Brasil é um país crescente, de economia estável, organizada.O futebol para nós, brasileiros, não é apenas um esporte, mas uma verdadeira paixão", confirma. Assim esperamos, que o país se desenvolva, não só pela paixão pelo futebol, mas também pelo amor ao Brasil. Já para o presidente da Fifa, a paixão passa a ser responsabilidade. "O país que produziu os melhores jogadores do planeta, que tem cinco títulos mundiais, terá o direito, mas também a responsabilidade, de sediar a Copa em 2014", enfatizou Joseph Blatter. Essa é a chance do país de mostrar para o mundo que não somos feito de futebol, caipirinha, mulher bonita e carnaval. Podemos mostrar através deste desenvolvimento que a Copa promoverá, não só a responsabilidade no futebol, como também a nossa responsabilidade social. A festa estava completa, ou quase. Dunga, Romário, Ricardo Teixeira, Paulo Coelho (?), o presidente Lula, todos festejando a nomeação do país. Mas fica a pergunta: por que um escritor? Por que não um craque? Se somos o país do futebol, mais justo seria se no lugar do mago estivesse o rei da paixão nacional. Bom, mas como justiça não é um marco nesse país... Que venha a Copa.

Texto inspirado na matéria publicada no dia 30/10/07 às 13h30 sobre a nomeação do Brasil para sediar a Copa de 2014.

Saiba mais!
http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI444532-EI2045,00.html
http://cbfnews.uol.com.br/2014/

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Minha primeira crônica.

Santos - Brasil

Hoje é a minha primeira vez em um estádio. O dia escolhido é um domingo de sol. Santos x Vasco completam a emoção em mais uma partida na Vila Belmiro. Ainda é cedo para falarmos de arquibancadas lotadas, faltam duas horas para o início do jogo. Porém, lá fora, para muitos, as pedaladas já começaram...
Ambulantes e o comércio vizinho já se preparam. Tudo ao redor do estádio se movimenta. Carros populares ou importados, bicicletas, motocicletas, circulares lotados e ruas repletas de santistas apaixonados por futebol.
A essa hora, pobre ou rico, não importa. Santos Futebol Clube é paixão única. Adulto ou criança, torcida jovem ou velha guarda, sangue jovem ou já envelhecido, ser santista é herança de pai para filho e para mãe também. Famílias unidas, pais orgulhosos e filhos felizes.
Já são 18 horas, faltam dez minutos para o início do jogo. A torcida já grita e estremece as arquibancadas. O time visitante já se aquece no campo verde quase bandeira, que nos faz confirmar a paixão nacional: futebol é brasileiro. O adversário caminha para o vestiário sob vaias da torcida santista que, em segundos, passa a aplaudir a entrada das baleias.
Os mascotes já mostraram suas artes para entreter os torcedores. O estádio está lotado, seja na geral ou nas numeradas, a mistura alvinegra mais o verde campo e a luz do sol estampam uma bela paisagem.
Opa! Aplausos para os guerreiros jogadores que acabaram de entrar, cercados de crianças que dividem a mesma paixão e quem sabe os mesmos sonhos. Aquele da maioria dos garotos: "Eu quero ser jogador de futebol!"
Apresentam-se os juízes, escuto o apito, bola rolando, começa o jogo! Aplausos, gritos, emoção e sofrimento completam a partida. Às vezes (ou quase sempre), os palavrões ecoam de um lado ou de outro. É um momento bonito de ver: todos reunidos por uma mesma paixão.
O jogo é sofrido, os rostos estão angustiados, as unhas ruídas e o grito esperado ainda está entalado na garganta. Passa o primeiro tempo. No intervalo as discussões são diversas: goleiro lerdo, zagueiro lento, juiz ladrão e técnico marrento. Segundo tempo. Aos cinco minutos, o estádio explode. O gol tão esperado coloca sorrisos pelas arquibancadas. Este será o único da partida, que não foi dos melhores, mas garantiu três pontos no campeonato.
Contudo, há algo mais importante que o gol, a vitória e os pontos: numa partida na Vila Belmiro, enxergamos que é possível manter a união e o respeito sem violência, mesmo com opiniões diferentes. Como seria bom se a paixão do brasileiro por seu país fosse igual à paixão pelo futebol. Poderíamos nos unir para torcer, discutir, mudar e, ao final, das aquele grito entalado: "Enfim, a paz!"

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Valeu a pena!

Há algum tempo que "Querô", o filme inspirado na obra de PlínioMarcos, vem aguçando a curiosidade da massa cinéfila do país, principalmente de Santos. Enfim, a data da estréia está marcada: 14 de setembro de 2007. Rodado em 2005, o filme traz a história de um garoto de rua (o Querô) que, orfão de pai e mãe, não tem nenhuma expectativa para o seu futuro. Com cenas emocionantes gravadas pelas ruas de Santos, Querô tratará de um assunto nada novo para nós: a marginalidade infantil.
Enquanto o filme não enfeita as telonas, os alunos da UniSantos puderam assistir ao documentário "Eu fiz Querô". A realidade retratada no vídeo de, aproximadamente, uma hora, é tão emocionante quanto o próprio filme promete ser. Jovens sem perspectivas encontram no cinema, na arte, a forma de trilhar novos caminhos. Passos que ficaram distantes das drogas, do tráfico, da violência das ruas.
O documentário mostra que dar uma oportunidade faz a diferença! Para encontrar atores que se encaixassem nos personagens da história dirigida por Carlos Cortêz, a produção fez vários testes pelas periferias de Santos. Primeiramente, 1200 garotos que foram reduzidos à 200. E depois de três de oficinas, formou-se o grupo participante do filme: 40 garotos. Esses futuros atores (mesmo que somente por um filme) passaram por cinco semanas de preparação até o início das filmagens.
Ok! Mas o que mudou? A vida desses meninos, com certeza! Toda esta experiência não formou alguns atores, como também pessoas melhores. Viu? Isso é possível!!! Dar oportunidade, criar sonhos em mentes que só viam um lado da vida: a pobreza, a miséria, a luta diária pela vida. Pode ser que nem todos os 40 atores do filme sigam este caminho. Como foi relatado pelo próprio protagonista do filme, Maxwell, muitos voltaram para a vida que tinham antes: o trabalho, a escola, o tráfico. Porém, a semente foi plantada.
Independente do que aconteça com esses meninos, uma semente bem plantada e regada corretamente se tornará uma árvore e dará muitos frutos. Parabéns pela iniciativa (proposital ou não), este trabalho valeu a pena por simplesmente dar a oportunidade à esses meninos de sonhar mais do que eles mesmo poderiam imaginar!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Para amar e para quem ama!




Hoje não é feriado, mas é Dia dos namorados.
A data é comum, em plena terça-feira...
Nada fecha, nada pára, tudo se mexe da mesma forma.
As pessoas acordam cedo para trabalhar, tomam seu café...
Seria um dia corriqueiro se não fosse o ar, se não fosse o sol...

Para quem ama, o ar cheira à pétalas de rosas
e a brisa bate como asas de querubins em nossos rostos.
Para quem ama, o sol não incomoda, não queima.
O sol esquenta para lembrar tão caloroso abraço
que sempre aquece os corações apaixonados.

Seria comum se não fosse a paz nos olhares
dos casais amantes, felizes e reluzentes!

Nada fecha, nada pára. A não ser os minutos eternos de um beijo.
E então, nada fecha, mas o coração se abre para o amor...
E ai então, nada é comum, tudo é desejo.
E nesse dia como outro, tudo é cor.

Para quem ama, o dia é todo dia.
Para quem ama, o amor é de um todo comum.
Pois para amar, basta encontrar o par, para ser um!

[Lua F.]


FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Minha história de amor.

Emocionem-se! rs.


Primeiro vídeo em homenagem ao meu amor.




E a segunda parte...




É amor demais!!!



Música do primeiro vídeo: O amor, você e eu - Só pra Contrariar
Música do segundo vídeo: Ainda Bem - Vanessa da Mata

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Falando de amor...

Sempre quis acompanhar as estrelas mais lindas em suas jornadas.
Sempre sonhei trilhar os caminhos com as paisagens mais belas.
Mas hoje, vejo-me estacionada, parada no tempo.

Sempre quis me me jogar contra o vento e de repente, voar...
Sempre busquei os sorrisos mais luminosos para me clarear...
Mas, hoje, mais que de repente, me encontro extasiada.

Sempre procurei os aromas mais empolgantes,
As rosas mais cheirosas, as músicas mais emocionantes...
Porém, estou completamente deslumbrada.

Sempre sonhei com um amor eterno, um amor completo.
Sempre quis mais do que uma paixão avassaladora.
E do nada, parei em você, só em você.

E percebi que toda beleza que sempre busquei na vida.
Todos os sonhos que persegui, todo o brilho, toda cor.
Estava depositado em você, meu amor.

Você que faz o meu mundo parar.
Você que me faz voar pra bem longe...
Onde só esteja eu, você e o ar...

Você que me dá brilho em forma de amor.
Você que me faz sonhar em cores.
Você que me livra das dores e dores.

Você, luz de minh'alma.
Você que descansa e acalma.
Você, sempre você!

E eu, que sempre procurei o amor...
Encontrei em você mais do isso...

Encontrei o amor eterno.
Aquele misto de amor fraterno
Com o mais puro do amor divino.

[De Fernandes para Domingos]